cílios de LED

Foliões apostam em ‘cílios de LED’ para brilhar no carnaval do Rio; médicos alertam para riscos

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A fita LED é colada nas pálpebras e possui modos diferentes de iluminação. Veja os principais cuidados.
ão é novidade que os cílios artificiais ajudam a alongar, dar volume nos fios, e contribuem para dar mais brilho ao olhar das pessoas. Mas, nos últimos dias, um outro tipo de cílio vem chamando a atenção das pessoas que gostam de curtir carnaval: os de LED.

Nos últimos anos, o LED tem sido muito usado em fantasias e adereços, tanto nos blocos quanto na Sapucaí. Diante do sucesso que fez, a iluminação agora está sendo vendida como acessório de beleza. A novidade tem dado o que falar, mas médicos alertam para riscos.

Apesar de ser anunciado como ‘cílio’, o produto é uma fita de LED desenvolvida para ser colada nas pálpebras dos olhos, próximos aos cílios, dando uma sensação de que eles estão piscando em diversas cores e equipados com fortes luzes. O dispositivo é ativado com uma bateria que suporta até 4 horas de uso.

Veja os principais cuidados, de acordo com especialistas
Certificar com um oftalmologista se as pálpebras e cílios estão aptos ( sem alterações ou infecções) para o uso
Higiene palpebral apropriada antes e após o uso dos cílios
Não compartilhar os cílios LED com outra pessoa
Atenção a possíveis alergias (da cola ou do próprio material)
Cuidado com o contato direto (dedo no olho) por causa da curiosidade das pessoas ao redor (principalmente crianças e foliões)
Não dormir com o equipamento eletrônico colado nas pálpebras
Mesmo sendo uma promessa de sucesso para o carnaval 2018, os médicos avaliam que pode ser pouco higiênico, se não tiver a manutenção correta. A oftalmologista Aletea Pompeu, especialista em Oculoplástica e membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), destacou alguns cuidados que as pessoas devem ter ao usar o produto.

“É bom pontuar que o principal risco seria infecções pelo uso, má higiene e compartilhamento do produto. No meu ponto de vista, é importante avaliar o risco de infecções palpebrais e também um risco mecânico de quem vai colocar a mão. Às vezes, a parte externa mecânica pode causar um trauma maior”, explica Aletea.

‘Uso compartilhado dos cílios de LED pode causar transtornos palpebrais’, diz médico.
A especialista ainda ressalta que o uso do produto deve ser individual e que o compartilhamento dos cílios de led pode causar transtornos oculares.

“Você não pode emprestar para irmã, para a prima, para a tia, que achou legal e quer experimentar. Tem que ser uso individual, justamente para não ter a transmissão de bactérias. E para que, no futuro, a pessoa não tenha nenhuma infecção nas pálpebras, como por exemplo o terçol, que a gente chama de Hordéolo. Porque isso pode começar a causar transtornos palpebrais que podem ser tornar transtornos oculares”, alerta a médica.

Stéfanie mostrou ao G1 como utilizar o equipamento de led (Foto: Andressa Gonçalves / G1)
Os cílios de LED podem ser encontrados em lojas das Zonas Norte e Oeste do Rio. A comercialização do produto na Sociedade de Amigos e Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), no Centro do Rio, ainda é tímida.

“Todo ano eu trabalho com os cílios alongados. Mas esse de LED é uma novidade que agora estão procurando por aqui. Eu ainda não tenho aqui na loja, mas é uma aposta, né? Tudo que é novidade as pessoas adoram”, explicou Gabriel de Souza, comerciante de uma loja na Saara.

O dispositivo pode ser reutilizado diversas vezes. As baterias ficam localizadas em um controle, que deve ser preso na parte de trás do cabelo usando grampos. Entretanto, há pequenos fios que ligam o controle aos Leds.

Outro oftalmologista, consultado pelo G1, diz ser contra a utilização do produto e destacou que o uso excessivo pode provocar sérias complicações na córnea.

“A parte eletrônica não faz alteração no olho. Mas o manuseio de um leigo, e a forma de colocar o equipamento sobre os olhos podem provocar danos à córnea. Esse equipamento, com carga de bateria, emite um certo calor. E esse calor fica muito próximo da córnea. Isso pode provocar danos e desencadear uma abrasão de córnea ou até mesmo uma úlcera de córnea”, conta o médico Helcio Bessaele, oftalmologista da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

De acordo com a empresa que fabricou originalmente o produto, os ‘cílios de LED’ são resistentes ao suor. Além disso, o fabricante alega que a luz emitida é suave, para não atrapalhar a visão do usuário. Os preços podem variar entre R$ 8 e R$ 22.

LED é a sigla para Light Emitting Diode, que significa “diodo emissor de luz”, e consiste em uma tecnologia de condução de luz a partir de energia elétrica.

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