Cultura, arte e negócios se encontram: São Paulo

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MicBR terá atividades gratuitas em 12 espaços, como o Masp, na região da Avenida Paulista — Foto: Shutterstock

Criar, produzir arte, colaborar para a formação da identidade cultural. Gerar riqueza, empreender, contribuir para o crescimento econômico. Parecem conjuntos de atividades distantes um do outro, mas não precisam ser. Entre os dias 5 e 11 de novembro, cultura e economia, arte e negócios se encontram em São Paulo na primeira edição do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), megaevento de negócios dos setores culturais e criativos do país, promovido pelo Ministério da Cultura e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Entre as programações culturais e as atividades voltadas ao mercado, são esperadas 5 mil pessoas nos primeiros cinco dias de evento – números que devem dobrar no final de semana de encerramento. No “cardápio”, dez setores da economia criativa: artes cênicas (circo, dança e teatro), audiovisual (cinema, TV, publicidade e novas mídias), animação e jogos eletrônicos, design, moda, editorial, música, gastronomia, artes visuais e museus e patrimônio. Todas as atrações são gratuitas, mas parte dos eventos exige inscrição, que pode ser feita no site do evento, onde também está disponível a programação completa.

O coração do MicBR está nas rodadas de negócio, para as quais foram selecionados previamente, por meio de editais, cerca de 500 empreendedores de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Eles terão a oportunidade de apresentar seus produtos criativos entre si e para cerca de 100 compradores internacionais de 20 países, visando construir parcerias e negócios. As rodadas serão coordenadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com entrada restrita aos selecionados.

Há também uma série de atividades abertas a todos os participantes. Quem passar pelo MicBR terá oportunidades únicas de melhorar o networking, ampliar o conhecimento e receber dicas de especialistas renomados nas palestras, mentorias, oficinas, mesas-redondas e sessões de networking previstas na programação.

Entre os destaques está a palestra A Importância da Criatividade, que será ministrada no dia 6 de novembro por John Newbigin, CEO e fundador da Creative England e embaixador para indústrias criativas da Prefeitura de Londres. Outro destaque, também no dia 6, é a palestra Raízes Culturais da Transformação Econômica e Política e Desafios, com a professora Vishakha Desai, da Universidade de Columbia, referência internacional em estudos sobre arte, cultura, política e direitos das mulheres.

O MicBR também vai contar com aulas de gastronomia (Cozinha Show), desfiles de moda e atrações musicais e teatrais. Entre os artistas confirmados, que se apresentarão de terça (6) a sexta (9), estão Mariene de Castro, Muntchako (Brasil), Ricardo Pita, Grupo Yaku (Equador), Melaní Luraschi, Juan Campodónico (Uruguai), Sexteto Tabalá, Sello Indio (Colômbia), Tunacola, Paz Court (Chile) e Nación Ekeko (Argentina).

De acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizado a pedido do Ministério da Cultura, a estimativa é de que o evento gere impacto de R$ 39,7 milhões na economia. Do total, R$ 28 milhões são de reflexos diretos, e R$ 11,7 milhões, indiretos. Só em tributos, o encontro deve gerar cerca de R$ 4,6 milhões. É esperada a criação de cerca de 850 postos de trabalho, sendo 460 diretos e 391 indiretos. “Cada real investido no MicBR tem potencial de retorno de R$ 9,93 à sociedade, em forma de geração de negócios, renda e tributos”, destaca o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

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