Turista morre após ser atingida por estátua arremessada de sacada na Itália
Justiça italiana decide em junho se pais de adolescente acusado irão a julgamento por homicídio culposo
A Justiça italiana marcou para 26 de junho a audiência preliminar que vai decidir se os pais do adolescente acusado de matar a turista Chiara Jaconis irão a julgamento por homicídio culposo. O caso segue sob investigação, com promotores, advogados e autoridades analisando a responsabilidade dos responsáveis legais do jovem, enquanto a defesa tenta afastar qualquer culpa.
O episódio ocorreu em setembro de 2024, em Nápoles, famosa e histórica cidade, e ganhou ampla repercussão após imagens do momento circularem nas redes sociais. As gravações mostram a vítima sendo atingida na cabeça por uma estatueta arremessada de uma sacada, desmaiando imediatamente enquanto o namorado pedia ajuda.
Tragédia durante viagem
Chiara, de 30 anos, passava férias com o companheiro após um fim de semana em uma ilha italiana. Funcionária da Prada em Paris, ela caminhava à frente do namorado, com malas, quando foi atingida pelo objeto de cerca de 2 kg lançado do terceiro andar de um prédio.
Socorrida e levada ao hospital, a turista foi submetida a uma cirurgia de emergência, mas morreu dois dias depois em decorrência de traumatismo cranioencefálico.
A polícia identificou como autor do lançamento um adolescente de 13 anos. Por ter menos de 14 anos, ele foi absolvido por um tribunal de menores, já que a legislação italiana não permite responsabilização criminal nessa faixa etária.
Disputa judicial
Apesar da absolvição do jovem, promotores sustentam que a morte poderia ter sido evitada caso os pais tivessem supervisionado adequadamente o filho, que, segundo a acusação, já teria se envolvido em comportamentos perigosos anteriormente.
A defesa nega as acusações e afirma que os responsáveis não tiveram qualquer envolvimento direto no episódio, além de alegar que a estatueta não lhes pertencia. Em um movimento incomum, os próprios pais recorreram da decisão que absolveu o filho, defendendo que a inocência dele seja reconhecida pelos fatos do caso, e não apenas pela idade.
O caso reacendeu, na Itália, o debate sobre responsabilidade parental e segurança em áreas urbanas densamente povoadas. A decisão da audiência de junho deve definir os próximos passos do processo
Fonte: globo

