Ex-modelo brasileira acusa aliado de Trump de estupro e violência doméstica

Amanda Ungaro também diz que Paolo Zampolli teria usado sua influência no governo americano para deportá-la em meio à disputa pela guarda do filho
A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro acusa o ex-marido Paolo Zampolli, aliado de Donald Trump, de estupro e violência doméstica. Ela viveu 19 anos com o ex-marido e tem um filho de 15 anos com ele, chamado Giovanni.
Em entrevista publicada pelo jornal O Globo nesta quinta-feira (26), Amanda conta que foi abusada dentro da mansão que dividia com o empresário italiano em Gramercy Park, Nova York.
Ela relatou que Zampolli comentou que teria tido relações no dia seguinte de uma festa, o que a ex-modelo não se recordava. A brasileira teria dito: “Isso se chama estupro. Eu fui abusada”, e o marido reagiu dando risada.
Amanda também acusa o enviado especial do presidente americano para parcerias globais de ter abusado dela em outra ocasião, enquanto ela se arrumava para ir trabalhar.
“Estava me arrumando quando ele veio para cima de mim e me deixou toda marcada. Foi assim que procurei um advogado e começou o processo na Suprema Corte, em 2018, para eu poder me separar”, afirmou ao jornal. Ela também contou que pediu para que ele diminuísse o número de festas enquanto estava grávida do filho Giovanni, e que foi ignorada.
Eleição de Trump
Amanda conta que a chegada de Donald Trump à presidência americana foi um dos pivôs da separação com Zampolli. “Quando o Trump ganhou a primeira eleição, em 2016, o Paolo achou que ele também tinha sido eleito presidente. Aquilo mexeu muito com a cabeça dele. Ele se transformou completamente, e isso acabou piorando ainda mais o nosso relacionamento, que já estava em crise”, explicou.
Ela relata que foi convidada para diversos eventos com o casal Donald e Melania Trump, e que, inclusive, em festas de Ano Novo, ela e Zampolli e um outro casal eram os únicos que ficavam na mesma mesa que o presidente e a primeira-dama.
“Na verdade, o Paolo era muito mais próximo da Melania do que do Trump. Eles sempre trocavam mensagens. Era ela quem nos convidava para os eventos e quem mandava presentes para o meu filho. No aniversário do Giovanni, a primeira ligação era sempre dela”, revelou.
Separação
Amanda Ungaro decidiu se separar após o episódio de violência. Em 2018, o caso tomou as páginas do tabloide Page Six, noticiando que o italiano estaria defendendo que jamais foi casado formalmente com Amanda, apesar de estarem juntos há quase duas décadas, o que impediria a ex-modelo de ter acesso à pensão alimentícia.
Ele também teria acionado autoridades com medo de que Amanda levasse Giovanni para o Brasil. Uma temporária reconciliação aconteceu, mediada por Trump, segundo Zampolli.
O casamento acabou de fato em 2021, após relatos de um caso extraconjugal de Zampolli, que se dividia entre Nova York e Washington. Amanda foi deportada para o Brasil em outubro de 2025, apesar de morar nos EUA desde 2002, em meio à disputa pela guarda de Giovanni, que tem 15 anos. Ao Globo, Amanda acusa Zampolli de ter usado sua influência no governo para provocar o processo.
O empresário disse ao Globo que deseja apenas “o melhor” para a ex-mulher e rechaçou as alegações de ter influenciado a deportação da ex-modelo, chamando as alegações de “absurdas” e não respondendo a mais perguntas.

