Indústria musical fatura bilhões, mas pagamentos podem levar até 6 meses aos profissionais do setor
ANTI, braço financeiro do Grupo DUX, aposta em levar antecipação de recebíveis para criar ponte entre o dinheiro que já entrou no caixa do setor e quem ainda aguarda para colocá-lo no bolso
Agosto de 2026 – O mercado fonográfico brasileiro faturou R$ 3,958 bilhões em 2025, alta de 14,1%, mais que o dobro da média global, segundo a Pró-Música Brasil e a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). Apesar do recorde, quem produz, grava e viabiliza a música no país pode esperar até 180 dias para receber, segundo a Associação Brasileira de Produtoras de Obras Cinematográficas e Audiovisuais (APRO). É esse gargalo que o Grupo DUX, por meio do ANTI, quer resolver, mirando o setor musical como uma das frentes prioritárias dos próximos meses.
O Grupo DUX é uma holding de soluções financeiras para a economia criativa, que criou o ANTI como seu braço de antecipação de recebíveis para o segmento. Desde 2024, a companhia já movimentou mais de R$ 215 milhões em contratos para profissionais do setor e projeta chegar a R$ 800 milhões até o fim de 2026.
Para Luiz Octávio Gonçalves Neto, CEO do Grupo DUX, o crescimento do mercado escondeu, por anos, um problema que os números de faturamento não mostram: o setor está crescendo mais rápido do que a capacidade financeira de quem produz esse crescimento. “Crescer, nesse setor, significa também esperar mais para receber. Isso trava contratação, investimento em novos artistas e até a capacidade de uma produtora pequena competir com uma grande.
Nesse cenário, a antecipação de recebíveis é como adiantar um salário que já está garantido, mas ainda não caiu na conta: em vez de esperar os 90, 120 ou 180 dias combinados em contrato, os profissionais podem receber o valor à vista para conseguir trabalhar. O dinheiro que só existiria no papel vira caixa disponível para pagar equipe, fechar uma nova gravação ou simplesmente não precisar recorrer a empréstimos”, completa Gonçalves Neto.
A aposta da ANTI no setor musical não nasceu isolada. A empresa foi a única apoiadora oficial da primeira edição do Billboard Brasil Power Players, realizada em São Paulo em parceria com a SP2B, evento que reconheceu, pela primeira vez no país, os profissionais que constroem a indústria musical por trás do palco.
“Nosso objetivo é dar visibilidade a quem trabalha longe dos holofotes. Eles fazem parte da mesma missão que nos levou a estruturar um produto dedicado a esse público”, conclui o executivo.
Sobre o ANTI: O ANTI é a operação do Grupo DUX, holding de serviços financeiros para a economia criativa, voltada a antecipação de contratos e recebíveis de creators, agências, produtoras, empresas de audiovisual, entretenimento e outros negócios do segmento.
O modelo de análise considera quem solicita o recurso, quem fará o pagamento e o contrato que sustenta o recebimento, com uso de tecnologia e automação para acelerar a decisão de crédito. Atualmente, reúne mais de 150 clientes ativos, movimenta cerca de R$ 30 milhões por mês e registra inadimplência inferior a 0,1%. Já movimentou mais de R$ 200 milhões em antecipação de recebíveis para o setor.

