MP investiga supostas irregularidades na educação municipal de Taquarivaí após denúncia de superlotação em escola
Uma funcionária da unidade relatou que, devido ao excesso de matrículas, foi aberta uma terceira sala, com alunos de diferentes idades, e isso teria ocasionado falta de professores para atender a demanda.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu, na segunda-feira (4), um inquérito para apurar possíveis irregularidades na rede municipal de ensino de Taquarivaí (SP).
A investigação foi instaurada após denúncia de superlotação em salas da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) “Michele Aparecida da Fonseca”.
uma funcionária da unidade, que preferiu não se identificar, relatou que, devido ao excesso de matrículas, foi aberta uma terceira sala, com alunos de diferentes idades, e isso teria ocasionado a falta de professores para atender a demanda.
“Estamos com as salas muito lotadas. A direção da escola decidiu desmembrar algumas delas por conta própria e, assim, formaram uma sala multisseriada. Temos poucos professores, dois por período. É assim mesmo no caso dos bebês, que necessitam de mais cuidados”, relata.
Ainda segundo a funcionária, estudantes com deficiência intelectual ou física enfrentam dificuldades por falta de profissionais de apoio. Ela afirma que o atendimento deveria ser garantido por determinação judicial, mas não estaria sendo cumprido.
“Os alunos que precisam de cuidados educacionais específicos, como no caso de autistas e TDAH, não possuem cuidadores. Sempre que questionada, a Secretaria de Educação diz que vai enviar profissionais de apoio, mas eles nunca chegam”, pontua.
A mulher diz que há um processo seletivo em andamento para suprir a falta de profissionais. No entanto, segundo ela, a prefeitura estaria adotando medidas de contenção de gastos e não estaria convocando a quantidade de professores prevista no edital.
“A Secretaria de Educação tem usado o discurso de que estão enxugando os gastos e, então, terão que fazer o ‘sacrifício’ de não chamar o número exato de professores que são necessários”, alega.
Ainda de acordo com a denunciante, diante da escassez de docentes, auxiliares estariam sendo direcionadas a assumir a condução de algumas turmas. Ela relata que a sobrecarga de trabalho tem impactado a saúde dos funcionários, em razão da alta demanda.
O que diz a prefeitura
Em nota enviada ao g1, a Prefeitura de Taquarivaí informou que recebeu o ofício do MPSP na tarde de terça-feira (5) e que tem prazo de 15 dias para prestar esclarecimentos sobre os apontamentos feitos pelo órgão.
Sobre as denúncias apresentadas pela funcionária em relação à Secretaria de Educação, a administração municipal afirmou que vai se manifestar dentro do prazo estabelecido pelo Ministério Público.
Fonte: g1

