Interior de São Paulo

Polícia investiga morte de mulher atropelada após descer de garupa da moto na Anhanguera, em Limeira

Segundo a SSP, companheiro da vítima é investigado por embriaguez ao volante e homicídio culposo; atropelamento ocorreu após parada no acostamento.

Karina Alves Rosa, de 43 anos, morreu após ser atropelada na Rodovia Anhanguera (SP-330), em Limeira (SP), depois de descer da garupa de uma motocicleta no acostamento. Segundo a Polícia Civil, o companheiro dela, que conduzia a moto, é investigado por embriaguez ao volante e homicídio culposo na direção de veículo automotor.

O acidente ocorreu na altura do Km 139, no sentido interior. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o condutor, também de 43 anos, relatou que parou no acostamento para “ir ao banheiro” e que, ao desembarcar, Karina teria entrado na faixa de rolamento sem observar o fluxo de veículos, quando foi atingida.

A concessionária AutoBAn, que administra a rodovia, informou que o acidente envolveu dois veículos e a pedestre, que morreu no local. Os seis ocupantes dos carros não se feriram.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que o caso foi registrado na Delegacia de Limeira e que diligências estão em andamento para apurar todas as circunstâncias do ocorrido.

O corpo de Karina foi velado e sepultado neste domingo (19), no Cemitério Santo Antônio, em Mogi Guaçu (SP).

Amiga de Karina desde a adolescência, a cabeleireira Lilian Carolina Henrique, de 43 anos, conta que cresceu ao lado dela. As duas estudaram juntas em Mogi Guaçu e chegaram a ser vizinhas durante o primeiro casamento da vítima. Dessa união, nasceram dois filhos, já adultos, segundo a amiga.

Lilian relata que conversava com Karina quase todos os dias e a descreve como uma pessoa muito trabalhadora e prestativa, que sonhava em cursar enfermagem e conquistar a casa própria.

“Ela queria fazer a faculdade de enfermagem. Era o sonho dela. Trabalhava em mais de um lugar, encarava cada plantão porque queria uma casa”, afirma.

A amiga destaca ainda o perfil solidário de Karina.

“Ela não brigava com ninguém. Se você falasse que precisava de ajuda, em dez minutos ela estava lá. Era muito prestativa”, relembra.

Lilian conta que demorou a acreditar na notícia da morte e que a primeira reação foi tentar falar com a amiga por mensagens.

“Fiquei desacreditada, porque todo dia ela mandava um bom dia, um meme, essas coisas”, relata.

Fonte: G1

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