Interior de São Paulo

Um registro foi feito por residentes de Guareí (SP) após uma leve chuva na segunda-feira (30)

lUma moradora de Votorantim (SP) que estava em Guareí (SP) flagrou o surgimento do arco-íris duplo na segunda-feira (30) — Foto: Júlia Antunes Martins/Arquivo pessoal

Uma moradora de Votorantim (SP) que estava em Guareí (SP) flagrou o surgimento do arco-íris duplo na segunda-feira (30) — Foto: Júlia Antunes Martins/Arquivo pessoal

Arco-íris duplo: especialista esclarece o aparecimento desse evento após a precipitação no interior de São Paulo

Um registro foi feito por residentes de Guareí (SP) após uma leve chuva na segunda-feira (30). O agrometeorologista afirma que esse fenômeno é relativamente raro.

Arco-íris duplo: expert comenta sobre a ocorrência do fenômeno após chuvas no interior de SP, registro foi capturado por residentes de Guareí (SP) após uma leve precipitação na segunda-feira (30). Um agrometeorologista menciona que esse fenômeno não é tão frequente.

Ela reside em Votorantim (SP), mas estava em Guareí a trabalho e lazer desde sexta-feira (27). “Estávamos em uma reunião de planejamento e, ao sairmos, avistei um deslumbrante arco-íris. Foi algo realmente bonito, e não pude deixar de registrar esse momento especial”, recordou.

Um dos registros ocorreu em frente ao Santuário São João Batista, na segunda-feira (30) — Foto: Reprodução/Jacutinga Notícias

Outros moradores também registraram imagens em frente ao Santuário São João Batista, na Praça Coronel Anibal Castanho. Nas fotos, é possível notar os dois arco-íris configurados acima da igreja.

🌈 Origem em camadas
Em entrevista, o agrometeorologista Daniel Nassif afirma que a formação ocorre devido à refração da luz do sol em pequenas gotículas de água na atmosfera.

“A luz solar é composta por todas as cores. Quando ela passa por uma gotícula, ela consegue dividir essas cores da luz solar. Dessa forma, um arco-íris se forma. Entretanto, arco-íris duplos não são tão comuns”, explicou.

Ao g1, especialista explica que a formação pode surgir durante uma chuva que ocorre em dois níveis diferentes na atmosfera — Foto: Reprodução/Jacutinga Notícias

De acordo com o especialista, essa formação dupla pode acontecer durante uma precipitação que ocorre em dois níveis distintos da atmosfera.

“Dessa forma, você observa um arco-íris mais intenso na parte inferior e um mais sutil na parte superior. A refração ocorre nessas gotículas, mas a que está mais alta é um pouco menos intensa.”

Daniel enfatiza que esse evento não é tão frequente quanto o de um arco-íris simples. “Não é algo extremamente raro. Contudo, a frequência de ocorrência é bem menor do que a de arco-íris únicos”, observou.

Arco-íris em formato diferente chama a atenção de moradores em Presidente Prudente (SP) — Foto: Fernanda Sobreiro Sabino/Arquivo pessoal

☁️ Formato distinto

Em Presidente Prudente (SP), a residente Fernanda Sobreiro Sabino avistou um arco-íris com uma formação diferente da habitual, na segunda-feira (23). A captura foi feita por volta das 17h, no quintal da sua residência, na Vila Nova Pacaembu.

“Meu esposo estava no quintal e notou essa maravilha, me chamou para ver. Corri para fotografar, pois considero essas manifestações da natureza como um presente divino. E achei que mais pessoas mereciam contemplar essa beleza”, afirma.

Arco-íris em formato diferente chama a atenção de moradores em Presidente Prudente (SP) — Foto: Fernanda Sobreiro Sabino/Arquivo pessoal

Além das cores vibrantes entre as nuvens, a forma singular do arco-íris também se destacou: em vez de um arco convencional, o fenômeno observado por Fernanda tinha uma aparência mais conectada.

O doutor em física e climatologia Vagner Camarini esclarece que a formação do fenômeno é semelhante à do arco-íris típico. “Esse fenômeno físico ocorre quando a luz solar passa por regiões da atmosfera com partículas de água e gelo, provocando a reflexão luminosa.”

Embora considerado comum, para que o fenômeno seja visto, é necessário estar na posição e no momento adequado, uma vez que sua duração é bastante curta, conforme afirma o climatologista.
“Podemos observar uma ‘coisa’ parecida quando nos encontramos perto da cascata e os raios de sol atingem a névoa criada pela água, ou até quando jogamos água para o alto com uma mangueira”, finaliza o especialista.

*Trabalho realizado com a supervisão de Ana Paula Yabiku.