Interior de São Paulo

Anatel apreende quase 20 mil quilômetros de cabos ópticos irregulares no Paraná

Em uma operação realizada no dia 10 de março, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fiscalizou uma empresa importadora e distribuidora de produtos de telecomunicações localizada em Londrina, no Paraná. Durante a ação, foram lacradas 18.428 bobinas de cabos ópticos e 1.893 bobinas de cabos de rede UTP que não possuíam a homologação exigida pela agência reguladora. O valor estimado dos materiais irregulares chega a R$ 7,73 milhões, de acordo com os preços praticados pela própria empresa.

No total, os produtos apreendidos somam 19.115 quilômetros, considerando que cada bobina tem comprimentos variados: 1 quilômetro no caso dos cabos drop, 3 quilômetros para os cabos ópticos e 0,305 quilômetro para os cabos UTP.

**Irregularidades encontradas**

A operação foi desencadeada com base em uma denúncia recebida pela Anatel. Durante a vistoria, foram inspecionados 10 modelos diferentes de cabos ópticos, e diversas irregularidades foram identificadas:

– Um modelo apresentava um código de homologação da Anatel com validade suspensa.
– Dois modelos utilizavam códigos de homologação pertencentes a produtos diferentes.
– Um modelo de cabo UTP trazia o selo de homologação da Anatel referente a outro fabricante.

Com base na Resolução nº 715/2019, que regula a obrigatoriedade de homologação para produtos que utilizam o espectro radioelétrico ou que se conectam a redes de telecomunicações, a Anatel determinou o lacre imediato de todas as unidades em situação irregular. Além disso, o responsável pela importação foi autuado por comercializar produtos que não atendem às exigências técnicas.

**Garantia ao consumidor e à infraestrutura das redes**

O conselheiro da Anatel Edson Holanda destacou a importância dessas ações para o setor de telecomunicações no Brasil. Ele afirmou que a homologação é essencial para proteger os consumidores e assegurar a funcionalidade das redes de comunicação no país. Segundo Holanda, equipamentos sem certificação podem comprometer o desempenho das redes e oferecer riscos à segurança do usuário final.

Essa fiscalização faz parte da estratégia contínua da Anatel para combater a venda de produtos clandestinos no mercado brasileiro.

Fonte: Anatel