Interior de São Paulo

Conflitos entre estudantes provocam preocupação em escola estadual de Botucatu; pais relatam sensação de insegurança

Relatos indicam episódios recorrentes de agressões ao término das aulas, com estudantes feridos e um clima de tensão crescente na escola localizada em Rubião Júnior. Pais de alunos da Escola Estadual João Queiroz Marques, no distrito de Botucatu, têm denunciado uma sequência de confrontos entre estudantes, que vêm alimentando um ambiente de medo e insegurança tanto dentro quanto nos arredores da instituição.

Relatos apontam que os episódios são recorrentes, com maior incidência durante o horário de saída das aulas. As situações mais recentes giram em torno de confrontos entre alunas, frequentemente estimulados por colegas que assistem e gravam as agressões em vídeo. Em 26 de março, duas estudantes se envolveram em uma briga que foi incentivada por outros alunos. O tumulto só cessou quando uma mulher que passava pelo local interveio. Já em 1º de abril, outro incidente chamou ainda mais atenção: duas alunas protagonizaram uma luta que durou vários minutos. A situação só foi contida após a intervenção da mãe de um estudante, que conseguiu imobilizar uma das jovens. Contudo, a envolvida chegou a desmaiar devido à intensidade da força utilizada.

Uma das testemunhas relatou que um parente precisou ser hospitalizado após ter sido agredido na mesma instituição de ensino. Outra mãe, cujo filho possui transtorno do espectro autista, afirmou que o jovem está apavorado e tem se recusado a comparecer às aulas devido à gravidade da situação. Os responsáveis também destacam uma possível negligência por parte da direção da escola, afirmando que, apesar das ocorrências registradas formalmente, os incidentes continuam acontecendo de forma recorrente.

A Guarda Civil Municipal informou à reportagem que realiza trabalhos preventivos na região e mantém equipes em rondas no distrito de Rubião Júnior, incluindo a escola mencionada. Por meio de nota, a corporação orientou a população a utilizar o telefone 153 em casos de emergência e garantiu que buscará mais informações junto à direção da unidade para identificar os horários e as circunstâncias das ocorrências relatadas. Já a Diretoria Regional de Ensino comunicou que os esclarecimentos sobre o caso são tratados pelo setor de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Apesar do encaminhamento do contato à reportagem, não houve retorno até o momento.