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Moradores do bairro de Perus, em São Paulo, enfrentaram uma exclusão notável durante a primeira audiência pública

Moradores do bairro de Perus, em São Paulo, enfrentaram uma exclusão notável durante a primeira audiência pública de natureza consultiva promovida pela prefeitura e pelo governo estadual para discutir os impactos da instalação de um incinerador de resíduos na região. Há indícios de que pessoas alheias ao território foram mobilizadas, possivelmente como estratégia para minar a participação ativa da comunidade local, que se posiciona contra o projeto.

O empreendimento, formalmente denominado Unidade de Recuperação de Energia (URE) Bandeirantes, está sob a responsabilidade da Logística Ambiental São Paulo S.A. (Loga), uma empresa especializada no tratamento de resíduos de saúde. No decorrer do processo, a companhia submeteu estudos e documentos à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para avaliação.

Segundo informações obtidas pela Agência Brasil, ônibus chegaram ao Centro Educacional Unificado (CEU) Perus, localizado no bairro Vila Fanton, no início da tarde da última segunda-feira (1º). De lá desembarcaram grupos de pessoas que, segundo os moradores locais, eram desconhecidas. Esses indivíduos rapidamente formaram uma longa fila para entrar no local e ocuparam os espaços disponíveis na audiência. Além disso, inscreveram-se em grande número para se pronunciar ao microfone, dificultando que os moradores apresentassem suas críticas e questionamentos ao projeto.

Uma fonte ouvida pela reportagem revelou ter recebido pagamento para participar da audiência simulando ser residente de Perus. A entrevistada relatou que sua presença foi articulada pelo mesmo tipo de rede que costuma recrutar público para programas televisivos populares voltados a criar situações dramáticas encenadas.

Essa mesma pessoa informou que durante a audiência houve uma figura central encarregada de orientar os participantes recrutados sobre como deveriam reagir em determinados momentos, seja demonstrando concordância ou discordância com as discussões em curso. Por razões de segurança e para evitar represálias, a identidade da fonte foi mantida em sigilo.
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Fonte: Agência Brasil